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Poesias-->Na Semente -- 19/11/2000 - 00:18 (Abilio Terra Junior) |
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Penetrando na semente
sentiu-se em um novo mundo,
em que o seu amálgama incandescente
apresentava-se presente
- em toda sua torpeza e beleza,
incrustado desde sempre
arrastara-o para o profundo
mundo soturno
do pugilato interior
- aprisionando-o:
décadas,
ciclos, séculos?
Se perdera
nos lúgubres corredores
negros vermelhos amarelos
que circulavam como veias
descendo subindo
levando-o de roldão
até o imenso portão
que rangia ao se abrir
deixando-o cair
no lago negro e pastoso
dos condenados.
Saíra ofegante
tropeçando em sua dor
pelos restos estorricados
da mata dos erros.
Chegando ao castelo das incógnitas
tentava responder
às sutis perguntas dos preceptores
e se enredava mais e mais
nos abstratos conceitos
do bem e do mal
que jamais entenderia
e se perguntava
se alguém jamais entendera.
Só então deixou-se levar
pelo seu instinto fiel
que o socorreu
dando-lhe a mão
nobremente
permitindo-lhe sentir
a palpitante vida
que nele ainda havia.;
descortinava vales e montes
que percorreria,
um lindo céu coberto
de brancas nuvens
luminoso e promissor:
sabia que seguiria
as suas trilhas
- dentro e fora da semente -
paralelamente...
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