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Poesias-->No Ônibus/Poeta-menino -- 06/12/2000 - 01:09 (Abilio Terra Junior) |
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Observava os finos pêlos do braço
o olhar de peixe-morto
depois aceso de novo
baixinha, em pé no ônibus,
a ruiva com ar de espanhola fatal
se sentou, depois desceu,
a negra de olhar e expressão atenta
aos poucos percebia a sua beleza
diferente das claras
pensava que ela seria a representante
da primeira raça – de onde tudo começou
depois postergada
pelos nômades invasores.
Sempre via pequenos detalhes
que aos outros passavam despercebidos
e guardava aquelas lembranças
que batiam lá dentro
de vez em quando
em um infantil retorno à meninice
como se nunca tivesse deixado de ser criança
aquele sentimento de que tudo
estava rodeado de uma auréola de
prazer magia fábula
sei lá...
loucura? Possivelmente era louco
em um mundo são/insano
pois em seu mundo infantil tudo fazia sentido
e em seu mundo adulto
tentava encontrar sentido
mas não achava
criara seu próprio mundo particular
que ninguém entendera
talvez Narizinho Emília Pedrinho
tia Nastácia Dona Benta
o Visconde de Sabugosa Rabicó
o entenderiam... quem sabe?
Pelo menos ele os entendera.
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