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Poesias-->A Canção do Guerreiro -- 09/12/2000 - 16:51 (Don Juan D Álamo) |
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“Sou bravo, sou forte.;
Não temo da Morte”
E na dura investida
Já tenho vencida
Metade da guerra.
Em meio a metralha
Que a morte espalha,
Eu sinto que a Terra
É uma grande fornalha.
Gemidos sem fim
Se ouvem ao redor.;
Os trago de cor
Bem dentro de mim.
Nas valas, lamentos
Que os combates sangrentos
Fizeram surgir.
Soldados feridos
Que perdem os sentidos,
Desejo e não posso,
Não posso acudir.
Se mil pensamentos
Se mesclam aos lamentos,
Que faço, que urdo,
Se estou quase surdo
C’oa metralha que cruza,
Que conduz os desejos
A um Céu que não vejo?
Ai, Mãe, o teu filho
É um pobre andarilho
Nos campos de Marte.
A metralha cessou,
E o que dela restou
Ë teu filho que parte.
Sangrando , ferido,
Febril e sedento,
Morre o rebento
Que tanto te adora.
Quizera o guerreiro
Dar o derradeiro
Abraço à Senhora.
Não chora, Mamãe,
Esquece o desejo
De dar-me teu beijo.
De ser defensor
Como nobre infante
Esta guerra infamante
Valeu-me o ensejo.
Se morre um valente,
Um instante somente
A alma nos dói,
Pois a Pátria agradece
A quem lhe oferece
Um filho herói.
Numa estrada de luz,
Um soldado conduz
A legião da Vitória.
E teu filho, Mãezinha,
A frente caminha
Para o Reino da Glória.
Don Juan D’Álamo, 03/09/69
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