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Poesias-->O VENTO -- 05/10/2005 - 23:00 (Edson Campolina) |
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SENHOR VENTO
Sopra sombrio nas gretas
Seu chamado de morte.
Rompe cumeeiras e umbrais.
Sobe do sul caminhando ao norte.
Agita gentes e aquieta currais.
Quebra o pote vazio de sorte.
Apaga luzes de vela e de poste.
Com fúria indolente
Castiga a cúria, a nobreza
E vence o forte.
A dor no seu rastro,
Sem bálsamo nem ungüento,
Resta torta envergada no mastro.
Nem o monte majestoso do alto
Desvia o vento cessando seu passo.
Passa senhor vento!
Leva seu desatino
Pr’um mar de tormento
Com ondas revoltas,
Que ão de quebrar
Nas costas rochosas
Suas agruras mortas.
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