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Poesias-->Trovas do amor dorido -- 07/12/2005 - 19:10 (Nelson Maia Schocair) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Trovas do amor dorido



Meu amado, a lua breve,

Turva em manto de mistério,

trouxe a brisa o vento leve,

fez de mim seu monastério.



Como aceitar triste sina?

Jamais serei tua donzela,

Sou mulher que desatina:

Perdoa-me a cantinela.



Plangem violas e coros,

Nervosos rangem os dentes,

Rouxinóis trinam canoros,

Sofrem almas decadentes.



Que débil pesar me assola!

- Sê justo, Deus, Meu Pai -

Rasgo a carta que te implora:

Não me culpes, a força esvai.



Liberta-me o vil segredo,

Quero um beijo que conforte,

Pois se em mim só vive o medo,

Dou-te sangue, ó mãe morte!
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