
Cada ser um outro admira,
mais de um às vezes,
um d`outro talvez difira
por gerações, ou meses;
de Antares podem vir,
ou de planos nunca vistos,
vêm para se unir
a outros, e são benquistos.
Extra-terrestres parecem,
mas, como têm corações,
todos logo reconhecem
suas comuns afeições.
Antes mesmo das cidades,
já muitos abraços davam
nossos corações, saudades
que mais tarde germinavam.
Combatemos nas fileiras,
aos mesmos reis honramos,
nossos corpos nas geleiras
da História nem lembramos.
Há uma comum essência,
entre tais seres e nós,
a eterna consciência
que nunca nos deixa sós.
A mente pode mentir
e dizer que nunca viu,
mas coração vai sentir
o que sempre nos uniu.
Quando nós inauguramos
novo encontro na Terra,
quando as mãos apertamos,
nossa percepção não erra:
o toque faz-nos lembrar
do espírito amigo,
e vem nos eletrizar,
como no tempo antigo;
a emoção se desdobra
em sensações d`arrepios,
o estômago nos cobra
água dos melhores rios;
o aqui e o agora
reinam no grande momento,
nada importa lá fora,
finda enorme advento;
é ligação percebida
nem sempre por quem chegou,
mas é nova avenida,
caminho que não trilhou.
Antes de reconhecer
a constelar convivência,
ele vai recrudescer
seu grau de inconsciência:
as emoções negativas
beberá em coquetéis,
negará as forças vivas
presas em bons carretéis.
Mas a média ponderada
das vontades do planeta,
sendo bem determinada,
tocará sua corneta.
Quando ambos se atinam,
nenhum dos titãs supera
a força que descortinam
e que neles mais prospera.
Um espírito rever
faz a mente abaixar
e no Ser reconhecer
nível mais familiar;
sabemos, por intuição,
que podemos confiar,
qual será a reação
da pessoa exemplar.
Sutil e mais lentamente,
o d`alma reconhecer
se dá quando consciente,
livre para perceber;
Diversos são os portais
que nos dão já o acesso
a níveis fenomenais
e benzem o nosso ingresso.
Tanto com o ser mortal,
com quem temos ligação,
quanto com o imortal,
sentimos é compaixão.
Nesse nível mais profundo,
a compaixão é remédio,
cura qualquer moribundo
a quem você faz assédio.

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