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Poesias-->Dias de Chuva -- 14/02/2008 - 20:34 (Alexandre Medeiros) |
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" Dias de chuva. Chatos. Melancólicos.
Não que a chuva seja ruim.
Problemas antigos que nunca se resolvem.
Não que os problemas não nos façam crescer.
Dinheiro como uma promessa distante.
Amores que quase terminam.
Laços de amizade que se enfraquecem.
A dor do nada. Da falta de crença.
A inteligência como um castigo.
Quem dera ter nascido totalmente burro.
A burrice que conforta, que conforma,
Que passa a mão na sua cabeça.
Onde está o sucesso e a realização?
O que significa sucesso?
A merda de um diploma universitário?
Um emprego lindo no serviço público?
Milhares de amigos falsos e programas inúteis?
Conseguir vencer uma dieta alimentar?
Ler mil livros sem nada entender e incorporar?
O que é sucesso pra você?
Aquele velho jornal, com velhas notícias...
Como esse mundo é irritante!!!
O suicídio não está em questão.
Isso é discussão vazia. Pra mim, vencida.
Esgotado o assunto.
Até por vencimento do prazo de validade.
Já tenho quase 33 anos.
É muito pior que morrer!!!
É uma espécie de suicídio lento,
Doloroso, sombrio
A falta total de perspectivas.
É a multiplicação do salário mínimo por doze,
E a conclusão de que seu trabalho não vale nada,
Nem dinheiro, que já não vale nada por natureza.
Mas meus amigos, pode ser brega e ultrapassado,
Nada vale mais que um sorriso de criança,
Ainda mais quando a criança é sua filha...
Esse é o sentido...
A corrida de bastões com revezamento..
Isso é que é a vida...
Não sou eu...
A vida é para os outros,
Nossos descendentes...
Ter filhos é que é maravilhoso.
A criança é o verdadeiro sentido da vida.
E muitas delas são feitas nesses
Dias melancólicos de chuva"
Alexandre Medeiros
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