
*Divã dos Sonhos*
Deitada sobre o divã das confissões,
O pensamento busca sem temores,
O êxtase dos momentos, libações.
Traga cada página os anos raptores.
Escrita com letras mui tracejadas,
Umas com os rascunhos indecisos,
Outras miragens toscas agachadas,
Muitas com pontos tênues imprecisos.
A alma flutua o corpo fica inerte,
Um sob o peso da matéria imóvel,
Outra com a distância de um flerte.
Na busca de um lampejo, ânsia, sina,
Tateia em minúcias um olhar móvel,
Chama de amor desatino que fascina.
Sogueira |