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Poesias-->LANÇA-PERFUME -- 25/04/2008 - 18:52 (Cristina Ancona Lopez) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Não me lembro se não se falava em drogas ou se eu é que nunca tinha escutado a palavra.

Parecia tão divertido e sem problemas carregar um frasco de lança-perfume para o baile de carnaval.

Salão cheio no carnaval em Jaú, na minha tenra adolescência. Dançávamos em cima das mesas, espirrando lança-perfume nos meninos bonitos que passavam. Ou dançávamos abraçadas a eles, cheirando um pouco de vez em quando. Como se nada fosse, abertamente e sem nenhum peso na consciência.

Não nos avisaram? Ou não escutamos?

Depois veio o susto. Saber de alguém amigo que havia adormecido com a cabeça em um travesseiro cheio de lança-perfume, para nunca mais acordar.

Do susto veio a tristeza e da tristeza o medo.

Havíamos desafiado o perigo sem nem mesmo saber ou perceber.

Diante da morte estávamos nós, cheios de vida.

Surpresos ante o desconhecido.

Abalados ante o inesperado.

Amadurecidos, antes da hora.



Tita

28/01/08

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