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Poesias-->AUTOCONTROLE -- 07/04/2008 - 19:51 (Cristina Ancona Lopez) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Impossível saber se era proposital.

Mas doía.

Palavras ditas em tom menor, que o atingiam em tom maior, como flechas ferinas a dilacerar cada pedaço de sua mente, de seu coração, de seu corpo. Palavras que aniquilavam o que havia cultivado por longo tempo.

Manteve-se impassível.

Enquanto as flechas eram lançadas não fez nenhum movimento e nada expressou.

Deixou que sua mente se afastasse do que ocorria. Seus ouvidos ficaram surdos, os olhos opacos, o coração quase parou de bater. Vagou por outras dimensões, em busca de paz e dançou ao compasso de músicas que saiam de dentro de si mesmo.

Esquivando-se dos golpes que queriam atingi-lo, percorreu seus caminhos interiores e encontrou água onde tudo estava seco.

Sentou-se à beira da paisagem inexistente e viveu cenas de tranqüilidade e paz.

Quando retornou, ela não estava mais lá. Sem duvida afastara-se furiosa ante a sua passividade.

Sorriu.

Sair do mundo era a melhor forma de autocontrole.



Tita Ancona Lopez

29/01/2007



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