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Poesias-->SAUDADE AFLITA -- 01/10/2008 - 22:24 (MARIA HILDA DE J. ALÃO) |
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SAUDADE AFLITA
Maria Hilda de J. Alão
Ouço palavras soltas
Vindas de invisíveis lugares,
Sufrágio das almas envoltas
Em magia de altares.
E me vem uma saudade aflita
Com o raiar da aurora,
Com o canto do pássaro que imita
Um espírito que ora.
Mergulho no passado...
Estou neste planeta à toa?
Mas da fé ouço o chamado
Implícito no sino que soa.
E a voz metálica do sino
Ganha calor já não é fria
Assume notas de suave hino,
Minh’alma é só alegria
Amparada fui por uns braços...
Vislumbrei a senda percorrida,
Não posso romper os laços,
Servir é minha missão nesta vida.
01/10/08 |
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