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Poesias-->Se eu fosse para Passárgada -- 17/11/2009 - 17:11 (otelice soares de oliveira) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos


Se eu fosse para Passárgada,

Chegaria num arco-íris,

Pousaria em férteis campos,

Cercados por cânticos a florir.

Descansaria por sobre a relva,

Não montaria em burro bravo.

Voaria nas asas de um colibri.



Ouviria riachos, cachoeiras,

Saudaria as verdes árvores

E lhes contaria hitórias

Que, da minha avó, ouvi.

Conve4rsaria com os animais,

Perguntaria sobre a vida deles, por lá.

Dir-me-iam, com certeza,

Que são mais amados que os de cá.



Se eu fosse para Passárgada,

Iria visitar o mar.

Certamente ele me diria

Que poluição não existe por lá.

Deitaria, lá na praia,

E logo o sol viria me abraçar.

Dar-lhe-ia, então, bom dia

E, com ele, começaria a conversar.



À noite, lá em Passárgada,

Eu iria passear.

Atravessaria bosques e florestas escuras,

Porque noites medrosas não existem por lá.

Veria o luar beijando a relva

E a relva, com verdes palavras,

Enchendo o meu caminhar.



Lá, tudo é canto e poesia.

A Paz e o Amor pairam, no ar.

Por isso, se eu fosse para Passárgada,

Não quereria mais voltar.

Lá eu seria amiga do sol,

das estrelas e do luar.

Seria irmã de cada animal

E companheira de rios e de mar.



Lá, o sol e a lua se beijam,

Como não se beijam aqui,

Porque o ar que os envolve

Ninguém ousa poluir.

As florestas abraçam rios

E ninguém os arranca de lá,

Pois entendem como Natureza

Homem, céu, terra e mar.



Os rios abraçam os campos

Que, aqui, o homem deixa em prantos.

Os pássaros fazes serestas inteiras

E a todos envolvem com os seus cantos.

A Natureza é uma festa.

Em Passárgada não há dor.

O homem pula, canta e dança,

Sem espantar uma só flor.



Se eu fosse para Passárgada,

certamente, não escutaria o choro

de nenhuma flor.

Não veria pássaros perdidos,

seus ninhos destruídos, por puro desamor.

Não mais veria um cão sofrido,

pelas ruas a vagar,

Árvores tombando, os seus gritos,

a eclodirem-se, no ar.



Se eu fosse para Passárgada,

Lá, eu seria aquilo que sou.

Lá, eu seria também festejada,

nunca desprezada,

por ser amante da Natureza

e companheira do Amor.
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