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Poesias-->ONIPOTÊNCIA. (Enedina Bentes) -- 14/03/2011 - 16:12 (Ana Zélia da Silva)
ONIPOTÊNCIA. Enedina Bentes (Ana Zélia- divulgando) O que sai de mim não é exato. O que sai de mim não tem formato. O que sai de mim não tem medida. O que sai de mim não tem saída. O que eu penso não cabe em uma folha. O que eu bebo não se fecha com rolha. O que eu sinto não pode ser contido. O que eu gesto não pode ser parido. O que eu desejo é fruto proibido. O que eu faço não deve nem ser visto. O que eu temo é o fundo do poço. O que eu chupo é a fruta e o caroço. Eu sou a dúvida que te revira o sono. E sou a dor que pulsa grave no teu peito. Eu sou a ninfa doce que surge no teu sonho. E a fêmea violenta que incendeia o teu leito. Sou a saudade de tudo o que não viveste. Sou a lembrança de onde não pudeste ir. Eu sou o prêmio que tu não mereceste. Sou a tua morte e te ceifarei no fim. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx FELIZ DIA DA POESIA PARA VOCÊ!!! Nota- A Poetisa Enedina Bentes,tem o tipo característico da guerreira que luta e batalha, enfrenta o palco, o público e diz a que veio. É com satisfação que publico na usina de letras seu poema ONIPOTÊNCIA, de muito bom gosto. Parabéns Guerreira, Manaus, 14.04.2011. Ana Zélia