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Poesias-->SOLIDÃO -- 06/03/2012 - 17:40 (João Brito) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos




SOLIDÃO





Daqui de onde estou, quase tudo que vejo



Sob a imensidão pálida do firmamento



É um modo de vida que já não mais almejo



E não há nada que possa servir-me de alento.





É um fim de tarde cinza, sombrio, de pouco vento,



Próprio de um dia quase que frio, ermo e sem desejo.



Não há no ar uma nova alegria, nem um novo ensejo,



Nem um colorido sonho renascido do esquecimento.





No fundo da minha alma, há algo firme, estático,



Intrigante e à espera de um crepúsculo iminente,



De um desfecho final alegórico, quase que fantástico.





Indefinido, irresoluto, indecifrável e intermitente



O vazio de uma solidão angustiante, cujo ensaio prático,



Nos palcos da minha vida, se faz sempre presente.





João Brito



SP03/11/98



***











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