
Créditos da imagem: alvorada-pt.com
Fui eu quem perseguiu borboletas azuis, amarelas e as brancas de medo.
Sentiu o cheiro dos verdes campos, da brisa a tocar suavemente meu rosto nu.
Vi nuvens iracundas, totalmente negras, vestidas como anjos, nada santos,
apontando-me o dedo: Foi ele quem matou a lebre.
Pisou as orquídeas silvestres, esmagou o jasmim com arrogância.
Coberto pelo manto do anonimato, recolheu a flor no jardim do Éden.
Desagradou a Deus e de forma brutal, negou a fé. Condenado!...
Corpos celestes, brancos como a neve protestaram:
Redenção! Que toda sua culpa seja apagada.
Retrocedi no tempo. Refiz o caminho.
Escutei a voz do vento, olhei os jasmins, orquídeas, açucenas...,
e vi a lebre correndo livremente.