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Poesias-->Alvorada -- 05/02/2016 - 02:23 (Georgina Albuquerque) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos







Velas insensíveis.



Véu qualquer derrama em mim,



lânguido e vazado,



sentimentos rotos



com vaga melodia acamada.



Figo cobiçado, desbotado.



Passado, intangível solução.



Vento perfura o céu da boca,



bala de canhão.







O mundo escapou tão de repente!



Caiu-me das mãos,



levou-me dentes,



enferrujou-me juntas



com fiapos de feridas.



Calma!



Espia: o dia chega



e espanta a noite.



Os muriquis sobem às arvores,



Alvorada dos tempos.











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