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Poesias-->O PEDINTE AMANTE -- 04/11/2019 - 01:11 (PAULO FONTENELLE DE ARAUJO) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

O pedinte deficiente,

pernas atrofiadas,

sentado na calçada da avenida,

caprichou no perfume.

Talvez ele queira que notem a sua deficiência

(ao oferecer um perfume )

ou talvez,  à noite, o pedinte

venha encontrar a sua amada

deficiente cega

e já quer estar pronto.



O pedinte  também anota uma poesia:

“Não sou cordeiro,

mas, perto de ti,

eu me sinto carne nobre,

eu me sinto inteiro, ajeitado, puro

e dono dos meus músculos.

Oh, perdoe este meu jeito ruminante!

Sou eu,

eu sou assim, 

apenas metade do que seria

e esmolas não me recomporão. 

(são cuidados que não pressentem 

a sentença da minha morte).

Você, no entanto, está em outra rota, 

instante de medo sim,

mas você é a rosa,

outro instante de percepção,

meu amor”.



De súbito a poesia quase estraga

a pobreza sagrada do pedinte;

diante do estalo de uma moeda ele diz:



-  Bem vinda seja essa oferenda, flor da manhã

 e que Deus redobre a sua graça sobre ti! 





DO LIVRO: AS SONDAS AMAM


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