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Poesias-->Todos os nomes -- 21/08/2022 - 22:42 (E.L. Kamitani) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

“Todos os nomes”

 

José procurava escrever sobre os extraordinários,

Mas, acidentalmente, ao acompanhar uma vida comum,

No dédalo de nomes e papéis, julgou necessário

Saber algo daquela vida,

Algo que os jornais não contam porque só se conta

O que presumidamente é digno de se derramar linhas,

Lágrimas, liturgias, levantes.

 

A mulher anônima fascinou José, a ponto de usar seu ínfimo poder,

E agir como um pequeno transgressor,

Falando com as vizinhanças,

Mexendo em arquivos alheios.

 

Ubiquamente, o Conservador observa e não pune,

Há algo de heroico e humano nessa busca,

Saber o que movia àquela pessoa,

Descobrir o que consumiu tal matéria.

 

Avançando na escuridão, sem fio de Ariadne,

José avança para a busca final,

Ressuscitar um verbete para reacender uma vida.

Cúmplice de um demiurgo ou xamã esmaecido,

Some na noite voraz e outonal.

 

(E.L. Kamitani – considerações sobre o livro homônimo de Saramago)

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