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Poesias-->A UMA CIGANA -- 26/06/2001 - 21:01 (Licínio de Almeida Castro) |
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Era tarde, era inverno
quando chegou teu sonho.
Por que sempre vives depois,
perdida entre as asas do mar
e a solidão do arvoredo?
Quando te espero,
entre sombras e luares
nem te recordas
da barca ancorada
por tuas mãos de neve,
na outra margem do amor,
onde tudo reflui
ao que sonhamos sem viver.
Quando me vejo sem rumo,
no amanhã já outrora,
é que me chamas,
com tua canção de vidro,
sempre depois que desisto
de te amar com amor-menino,
entre a solidão do mar
e as asas do arvoredo.
Sempre depois...
Mas nunca será tarde,
se vieres tu mesma,
sem te perderes
entre as vidraças
de teu sonho tardio.
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