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Poesias-->CONFISSÃO -- 26/06/2001 - 21:14 (Licínio de Almeida Castro) |
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CONFISSÃO
Licínio Castro - Belém (PA)
Quando a tarde se banha de esplendores,
eu me sento sozinho à beira-mar,
onde sonho e relembro meus amores,
em visões que me fazem suspirar.
Virgens puras que amei sem ser amado,
sombras vãs, ilusões de minha vida,
paixões de um coração martirizado
nas chamas da esperança enfim perdida.
Louco fui em sonhar sonhos de amor!
riu-se o mundo dos gozos que sonhei,
deu-me a vida só lágrimas de dor:
fel, mentiras - eis tudo que encontrei!
Já vencido, sem ânsias que me abrasem,
hoje eu choro mas não deixo de amar,
mesmo a ver que meus sonhos se desfazem
como as espumas pálidas do mar...
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