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Poesias-->Flautazul -- 26/06/2001 - 21:23 (Licínio de Almeida Castro) |
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FLAUTAZUL
Licínio Castro – Belém/PA
Insone ficará a flauta,
mais leve o mármore
e mais pesada a pluma,
quando o Devir chegar desnudo,
como a tarde à sombra do poente.
E as noites serão mais noites,
sem a solidão das estátuas.
Mas tudo em ti
será o mesmo outrora:
o porte, o rosto, a voz de estrela,
os mesmos cabelos de asas soltas.
Ah, como serão mágicas as noites,
com os segredos da lua descendo ao mar!
Insones ficarão os pássaros,
mais doce cada sonho
e menos amargo o mundo.
E quando vier a Morte,
será como a visita
de amiga fiel:
o mármore será pluma,
e a flauta insone
cantará mais azul
a canção da Vida.
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