Usina de Letras
Usina de Letras
77 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 63872 )
Cartas ( 21386)
Contos (13324)
Cordel (10376)
Crônicas (22605)
Discursos (3260)
Ensaios - (10890)
Erótico (13607)
Frases (52402)
Humor (20248)
Infantil (5708)
Infanto Juvenil (5075)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1389)
Poesias (141239)
Redação (3392)
Roteiro de Filme ou Novela (1066)
Teses / Monologos (2447)
Textos Jurídicos (1984)
Textos Religiosos/Sermões (6454)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Poesias-->APAGÃO II -- 24/07/2001 - 00:31 (Nelson Haroldo C Anjos) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
A P A G Ã O II



Lá vem a escola de samba unidos da escuridão

desfila sob o signo do apagão na luz de candeeiros.

No porta estandarte: o povo sufocado e o real quebrado

No enredo: sistema elétrico limitado, Brasil sucateado

Tio Sam ávido pelas verdinhas mostra os dentes e toca pandeiro

Josés e Marias esfarrapados requebram na ala dos ludibriados.



A Aneel preocupada manda a conta dolarizada

As distribuidoras entregues aos estrangeiros

e Tio Sam solidário morrem as gargalhadas.

O FMI, muito amigo toma conta do financeiro

Enchendo as burras na miséria dos brasileiros.

É só desesperos: breu, fome, seca e desemprego!



Abrem-se as cortinas, um grande teatro,

Na escuridão das coxias, o povo de palhaço

procura o lume no primeiro ato!

Fecham-se as cortinas,

acendem-se as velas é o apagão,

E a nação moribunda pede a extrema-unção!



Curujebós colocam ebós nas encruzilhadas

Ogans repicam os atabaques nos terreiros,

Os Orixás pedem a luz do candeeiro

Zé povim atochado clama aos Santos Guerreiros



Assim, o arco-íris nasce sem cores

Ficamos no vale das sombras

A primavera nasce sem flores...



Nhca

Jul/01

Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui