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Poesias-->Devaneio Pretencioso -- 04/01/2002 - 11:56 (Ademir Garcia) |
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Tem a lua que fica por ali,
passeando entre uma nuvem e outra,
lançando quando em vez sua luz sobre mim,
debruçada, de pouco caso,
no balcão da noite espionando,
quase me ouvindo.
Noutros tempos deslumbrava,
fingindo contar estrelas na aragem,
olhando de soslaio seu vaguear alinhado,
descobrindo figuras mil,
que se desfazem,
como sonhos no alvorecer.
Quando lembro a modernidade,
fazem-se tristes meus devaneios,
afugentam-se os amores e a musa noturna,
nela estiveram em estudo,
e fui testemunha do desencanto,
daqueles passos.
E os caminhos dos bosques,
mostrando seus mirtilos silvestres,
parafraseando Knut Hansun vagabundo,
que tocava em surdina,
teve Pão e Amor, e viveu Pan e Fome,
vezes tantas me consolou.
Já na cidade entre os morros,
exortando o bamboleio das molecas,
coisa de Vinícius de Moraes sobre Ipanema,
imortalizou a garota, desnuda no violão,
um brinde do poeta,
já nos dias de então.
Na lacuna dos romances e odes,
também permeio das rimas e dos versos,
cumplicidade da lua ou inspiração qualquer,
mesmo aos desatentos,
tudo é convergente ao corpo e alma,
sempre por uma mulher.
AdeGa/96
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