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Poesias-->Esqueci meus amores -- 07/01/2002 - 16:35 (Ademir Garcia) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos


Esqueci aquele dia,

em que uma saia de seda,

toda rodada e florida,

bailava naqueles passos,

insinuantes e ingênuos,

de uma cintura esquecida.



As verdes campinas,

por onde esguia galopava,

um semblante moreno,

não me lembro de nada,

quais distâncias vencidas,

de um horizonte pequeno.



E a saudade não vem,

de uma canção que cantava,

a moleca trigueira,

no balanço do cancelo,

sob o sol do amanhecer,

a ressoar uma lira inteira.



Minha mente não traz,

aquele rosto tal europeu,

com maçãs de brilho rosado,

das madeixas loiras,

que encabulado me punha,

ao seu olhar manso e azulado.



Perdi nas distâncias,

a doce visão de um sorriso,

que zombeteira me oferecia,

a menina estudante,

quando do outro lado da rua,

debruçar sobre a leitura fingia.



Um amor mais forte,

nascido em festança qualquer,

foi-se no emaranhado da vida,

qual peça de quebra-cabeça,

derrubada no ermo profundo,

onde ficará para sempre perdida.



O amor roubado na noite,

que não pode comigo ficar,

tinha marcas de louca paixão,

mas tão cheio de malícia,

tanto melhor esquecê-lo,

a arquejar na alcunha da traição.



Os encantos dominicais,

ao olor das flores do átrio,

a moçoila escapava do templo,

para se lançar aos meus braços,

e tão juvenis nossas promessas,

que também perderam-se no tempo.



Jamais zanguei-me de tal,

do amor maior que já tive,

que também pelo mundo esqueci,

só guardei dele estas chagas,

que o coração não pode cuidar,

se a ele próprio creio que perdi.



Ah!, mas não se faça letargo,

por que os amores se foram,

contudo minh’alma me pertence,

e na liberdade de meus sonhos,

darei a ti, meu perdido coração,

um amor que está ainda latente.



AdeGa/04/2001





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