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Poesias-->Aplaudam, divinas mãos -- 10/01/2002 - 10:16 (Ademir Garcia) |
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Mãos brutas, nodosas e ásperas,
aram a terra, empunham ancinho,
plantam árvores e colhem o trigo,
defendem o moral na forma carinho.
Mãos pequenas, infantis e dóceis,
brincam suaves na tenra idade,
elucidam verdades deveras triviais,
nos gestos simples da ingenuidade.
Mãos gentis, da maciez de plumas,
que acariciam e até afagos trazem,
não se intimidam ao sofrimento,
mui carentes, só procuram a paz.
Mãos. Oh ! as mãos existem.
Elas todas resistirão aos tempos,
para aplaudirem versos que restarem,
nos poemas de um só sentimento.
Os aplausos então farão eternos,
os escritos deste ser solitário,
quando jazer quiçá esquecido,
inda que a leitura o eternize otário.
AdeGa/85
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