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Poesias-->Buscando coerência -- 10/01/2002 - 16:28 (Ademir Garcia) |
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Quem virá depois da paisagem esquecida,
onde a serpente pernoita faminta,
o salobre atingiu as águas,
e as cabras só pastam ervas daninhas,
solteiras, com identidades denegridas.
Quem virá depois da ventania desordeira,
que faz perderem-se os papéis,
põe nos anéis o falso rubi,
e descobre amantes de sob os lençóis,
intumescidos, em sua hora derradeira.
Onde será o lugar novo do cansado viajor,
que esqueceu as trilhas e o destino,
de casa bateu em retirada,
já não fala com amigos lá na esquina,
acovardados, que nem notaram sua dor.
Quando terá outra vez contagiante alegria,
sem qualquer compromisso efêmero,
do azar fazer anedota e rir da sorte,
nas perdas se manter solene,
e acuado, o semblante ainda lembrar folia.
Como colher em seu jardim uma linda flor,
com ela embelezar um vaso de cristal,
o calor da noite regar com néctar,
afastar o cálice de engodo e sal, e ainda
embebedar-se, nos beijos de grande amor.
AdeGa/96
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