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Poesias-->PROMESSAS -- 03/02/2002 - 13:10 (J. B. Xavier) |
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PROMESSAS
J.B.Xavier
Prometeste amor eterno, mas depressa
Tu deixaste de me amar. Quase morri!
Mas também quebrei, assim, uma promessa,
Pois prometi te esquecer e não cumpri!
Prometeste que pra sempre me amarias,
Mas bem cedo, eu, sozinho, prossegui
Prometendo que eu também te esqueceria,
Mas após muito tentar, não consegui!
E te olhando hoje não mais te reconheço,
Trazes em ti, enjauladas, tuas feras!
E virei a minha vida pelo avesso.
Hoje eu amo tudo aquilo que tu eras!
Tu não eras a frieza que hoje espelhas,
Nem sorrias esse riso, assim, gelado.
Pois em ti havia, acesa, uma centelha,
Que pairava no teu riso iluminado!
Não havia ódio assim, em teu olhar
Nem a sombra dessa grande indiferença.
E eu vivia, ansioso, a te esperar,
Percebendo sempre em mim, tua presença.
Cometemos muitos erros, concluí,
E alguns deles nos deixou a alma ferida.
Mas o maior dos erros que cometi
Foi te dar completamente a minha vida!
Empenhei minha existência e meu futuro
Nessa louca caminhada ao teu lado!
E hoje, à frente, resta um túnel obscuro,
Porque sou um prisioneiro do passado!
Guardo os sorrisos da tua juventude.
De mãos dadas me levavas pela vida!
Eu me nutria na tua mansuetude
Te seguindo como a coisa mais querida!
E foi lá num desses dias tão distantes
Que fizeste a promessa, de repente:
Não seria nosso amor, amor de instantes!
Haverias de me amar eternamente!
Eu, por mim, não precisei prometer nada.
Porque tu, trazendo o corpo doce e langue
Já nasceste para ser por mim amada.
Eu nasci já com teu nome no meu sangue!
Mas quebraste essa promessa, e foste embora!
Só então prometi algo em minha vida:
Te esquecer, e não lembrar a toda hora,
Que ainda tenho essa promessa descumprida!
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