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Poesias-->Mendigar no mosteiro -- 04/02/2002 - 09:56 (Ademir Garcia) |
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Não se sabe donde surgiu,
este frio espaço de ouvir a flauta,
onde de manhã ninguém faz falta,
a preguiça esbanja autoridade,
confundindo ser pecado,
qualquer troféu de liberdade.
Vê que outra vez há que se ver,
ser do ofício dos monges,
madrugada que se acorda encantada,
pelos cantos que também se canta,
ao som da flauta, misturando,
o rincão da paz e o perdão.
Passa ao lado na calçada fria,
da cor do ébano em lascas de pedra,
valente ao trotar da cavalgadura,
mas aqui, interior da muralha ocre,
juntos ou dispersos, eles alçam,
vozes aos céus, entoadas em coro.
Digna hora que se recolhem as aves,
o mendigo recosta e aquece,
enquanto a muralha gela os ossos,
outra hora de entoar seus cânticos,
para que incrédulos pensem ser canção,
que aos monges, esquenta o coração.
Suave tanger de sinete ao longe,
o morrer da tarde enche a noite de breu,
no silenciar, devagar, do canto canônico,
mendigo embala em sono de príncipe,
tem crença que despertará em bonança,
que sonhos guardou de quando criança.
AdeGa/96
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