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Poesias-->Loucos -- 27/04/2000 - 13:34 (Brenno Kenji Kaneyasu Maranhão) |
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Vejo a vida como um louco:
Minh alma sofre,
e grito, rouco,
à dor do Tempo que, então, me foge
das mãos e do sangue que em mim corre.
Sinto a vida (e ainda morro!)
como uma luz. Não! Como uma chama!
que a todo o Ser em mim inflama.;
E ainda, em vão, tão sem socorro,
atendo à voz que, então, me chama...
Uma voz tão meiga, e pura, e...muda!
E eu a ouvia assim, tal como ouve
o som das águas, em meio à chuva,
em desespero, um barco em chamas!
Mas voz tão bela ainda engana
a mim e encanta
a mim e a todos
os que acreditam que vida assim
pertença àqueles que se acham loucos!
Loucos de vida, insanos, loucos!
os que acreditam na voz dos sonhos
que, mudos, clamam, não atenção.;
De todas as forças, clamam vontade!
pois o que é a Realidade?
Sonhos de vida, insanos sonhos!
Sonhos sem vida. Sim, somos loucos!
Loucos que sonham, sonham na vida!
e vêem a vida com tantos olhos
e tantos sonhos, tanta vontade!
Loucos que somos, acreditamos
que a vida é aquilo
que sonham os loucos.;
Pois é de sonhos
(e de vontade)
que, loucos, vivem
(mos)
a Realidade...
Brenno Kenji
29.12.1999
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