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Poesias-->PRECISÃO CIRÚRGICA -- 11/02/2002 - 08:21 (ALEXANDRE FAGUNDES) |
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Quando o coração se ausenta
Sente o homem a leveza de ser coisa
A tranqüilidade de ser bicho
Fera, no sentido lato da palavra
Não terá mais direito ao erro
Porque o erro é domínio do coração
Mas poderá ser frio, egoísta, calculista
E eis que o erro já não lhe fará falta
Sem o coração ao leme
Abandonar é permitido
É permitido não sentir pena
É lícito o que a alma chama de ilícito
Liberdade há
Para fazer o que for preciso
E não fugir à precisão
E, com cirúrgica formalidade, ser livre
E poder conquistar novos domínios
Trancar-se em terno de aço
Adquirir lanças virtuais
E sentir saudades do amor
24/04/2000
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