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Poesias-->CONTRA A MARÉ! -- 22/02/2002 - 06:20 (ALEXANDRE FAGUNDES) |
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Eu quero é remar contra a maré!
Quero fazer o esforço que tanta gente acha inútil.;
Quero gastar minhas energias contestando!
feito pastor em praça pública.;
feito menino que a mãe largou.;
feito traidor arrependido.
Basta de tolerância, já me abraça a vergonha!
Não sou desse bolo.; sou farinha de outro saco!
Quero é mostrar que sou de outra massa!
Remar contra a maré: É isso o que eu quero!
Que batam em mim os gravetos,
os sacos de lixo, as carniças...
Se vierem troncos, que me atropelem!
(Troncos de pau ou de gente, tanto faz)
Nado adiante ou morro antes. Mas não paro, não canso!
Não há ópio que me cale a fúria, nem tentem!
Não há comida que sacie minha fome furiosa!
Não há coxas, peitos, carne humana que me alimente!
Só não quero é fazer coro.; ser cúmplice disso!
Se eu me afogar, me deixem lá mesmo...
Seriam cínicos os que chorassem meu ocaso!
19/02/2002 - BH
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