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Poesias-->Prisioneiros -- 18/04/2002 - 01:22 (DEMA) |
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Hoje tudo é tão patético:
O solitário não tem chance de achar a felicidade.
O caos impera...
Neste império caótico...
Deuses, senhores ou donos. Deveriam sair do Olimpo.
Nós os criamos, ou eles nos criaram?
A alma beira a loucura da mente. A realidade está maluca.
Os loucos estão cada vez mais presentes.
Haja luz. Haja trevas. Bem e mal, se fundem em um único algo,
que nem é bom nem é mal, apenas é.
O medo corrói a lágrima. Estampa-se a felicidade na violência.
Estamos em decadência.
Manifesto o cheiro do tédio. Rasgo os punhos desta
sociedade hipócrita e falsa. Celebremos a mentira!
Deterioração do estragado, do já dantes regurgitado.
Com muito gosto apreciem o ruim. E achem especial.
Morfina na corrente sanguínea vá para o cérebro. Desligue.
As coisas apenas são porque tem que ser deste jeito.
Cada qual vive com seu mal, sofre com sua vida infeliz.
E todos usam as máscaras erradas neste teatro grego.
Poucos são os certos, que transpiram o sangue da dor.
Comeis os restos uns dos outros! Comeis uns aos outros!
Saudável antropofagia do existir. Tudo é igual ao que já foi antes,
e será igual também.
Alva inocência, que não volta. Quero o nada de volta.
Só quando estamos sós, somos quem realmente somos.
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