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Poesias-->DESESPERANÇA DE PODER -- 22/04/2002 - 06:54 (wladimir olivier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos


Agora — quando estou longe de tudo,

juntinho a mim mesmo,

existindo apenas em mim mesmo,

agora vou pensar em viver,

agora vou relembrar o que fui,

agora vou verificar o que sou.



Nasci de meus pais e por eles vivi,

e assim fui durante anos e anos.

Depois, por instantes, afastei-me.

Agora volto para eles sem senti-los,

pois agora não sou mais puro.



Haverá depois uma extensão de mim.;

agora, porém, flutuo, apenas.



Quisera sacrificar-me para ser feliz,

mas não sei.

Sei apenas pensar no futuro,

sem lembrar-me de que o futuro é um presente

que adiei.



Agora, juntinho a mim, vivo,

assim como um canto que não é ouvido pelo ente amado,

assim como uma flor que não é vista por ninguém.;



vivo — sol iluminando o nada,

terra sem habitantes.



Já não sei sequer revoltar-me

nem esperar

nem realizar-me

nem querer.;



restou em mim apenas o sofrer:



sofrimento sem lágrimas,

sofrimento sem dor,

sofrimento das coisas abandonadas,

sofrimento das coisas mortas,

sofrimento sem sofrimento.



15.07.60.





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