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Poesias-->Sentado na calçada -- 19/05/2002 - 16:42 (Arthur Nogueira Lazaro) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
SENTADO NA CALÇADA





Triste fim esse que me aconteceu

Sentado na frente do sol

Não sinto mais o calor da tarde

Como minha visão foge ao além

Não sei se isso é bom ou ruim

Só sei que estou só de novo

Nem as garrafas de vinho

Nem os cigarros de sempre

Estão comigo nesse momento

As portas se fecharam

E dessa vez nem as janelas

Se abriram pra mim

Gritos e gritos

Deixo o som das ondas

Me levarem para outro lugar

Dor e lágrimas não existem mais

Uma bela canção me abençoa

Como é bom a paz

Uma paz que não tive em vida

Mas que graças a deus

Encontrei em morte

Peço desculpas a todos os meus amigos

Mas vos deixo com minha triste lembrança

E aos meus inimigos

Se é que tive algum

O sorriso nos seus rostos amargos

Me despeço de tudo o que é ruim

Me despeço de tudo o que é bom

Já disse isso mil vezes

Mas eu sou um flash – back

Sempre fui uma reprise, patética

Mas sempre uma reprise, e mal feita

Adeus os bares e esquinas que nunca estive

Seu bom boêmio não mais passará aqui

Apenas seu perfume barato

E sua eterna angustia

Minha garrafa de wisky paraguaio

Meus charutos, não cubanos

Mas meus charutos

Que soltaram a fumaça da minha tristeza

Me deixem repousar, ao menos uma vez

E aquele amor que perdi na mesa de jogo

Jogo meu truco de novo com cartas marcadas

Pra ver se dessa vez perco de novo

Mais um, e outro, e outro.....

Sempre a mesma coisa de sempre

Mas continuo pelo ao menos

Na grades e nas bocas de lobo

Na figura de um rosto alegre que tive

Estampado numa foto velha

Largada para os ratos verem.





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