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Poesias-->O MÉDICO -- 01/06/2002 - 19:04 (Jonathan Guimarães) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos




Suas dores são dengue.



E se não for dengue é dengo:

carência, vazios,

desejos que não se dizem em consulta.



E por isso lhe receito:

uma massagem com penas de ganso,

um banho de óleo de uvas frescas,

um sopro de palavras quentes na orelha

- e mãos, muitas mãos firmes,

desnudando os odores da sua pele clara.



E repito nova dose de audácia:

que nosso abraço

- há tempos ausente -

se desenlace, maravilhado,

numa franca biodança.



E, de duas em duas horas

receito-lhe, por fim,

uma dose de esperança:

no fim dos dias cinzentos de um escritório

haverá sempre uma tarde dourada lá fora, pronta para ser sorvida

em colher de sopa.



Repouse...





(2000)

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