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Poesias-->Ferradura -- 10/07/2002 - 15:13 (Paty Vale Rio) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
O meu pé caminha sozinho

e não deixa marcas.

A minha escrivaninha se perturba

quando está sozinha!

O que me move nessa noite marota

com essa brisa que me deixa rouca,

esperando o corujão

e a coruja que nem pia louca?

Sou solta,

envolta

num labirinto.;

De instinto.

E acabo insossa.

E o corujão passa e nem pára.

Só,desconfiou!

Vou pra casa,

ferraduras sozinhas,

uma alcova vazia , um chá de boldo.

E o que espero?

Aperto amargo,

e perto.

E dentro.

E largo.

E o que me fez chorar?

Não foi o vento que gira no quarto

um simples ventilador da Arno.

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