Atônito, ele percebeu, que o tempo havia se apoderado de sua juventude física, porem permitira que sua mente pegasse carona no eterno circo da imprudência jovial.; sentia seu corpo, como que adormecido, em um torpor alcoólico, que contrastava com a eletricidade e com o vigor pulsante, concentrados em seu cérebro.
Alimentar sem comprometer a independência.
Sem subjugar a demência.
Jamais violentar a decência.
Perpetuando pura incandescência.
Das montanhas a grande eloqüência.
Dos deuses toda a paciência.
Sem jamais vislumbrar a decadência.
Ali estava, criando com a fome animal e com ímpeto juvenil.; transcrevendo em uma folha de papel,seus anseios e suas incoerências mais íntimos e profundos, num despudorado frenesi, que se apossou de parte ainda imbatível e pura, como no clamor da paixão entregou seu corpo a sua mente e na busca do orgasmo em verso e prosa.
Mais uma vez, como lhe era comum, perdeu o timão e a embarcação alada, cambou do oceano físico e biológico, matematicamente ponderável, para o lado centrifugamente (ou devo dizer concentricamente) indomável e insólito das divagações redundantemente subjetivas.