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Poesias-->Cidade -- 21/08/2002 - 09:45 (Cristina Pombal) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Estou fechada nesta gaiola, onde se condena a minha mocidade.

Falta-me o ar, sufoco de lixos, impurezas e esgoto.

Tijolos gastos, paredes que me cercam e me fazem andar ao acaso.

Gentinhas que passam com pressa para o trabalho.

Não vou morrer aqui dentro, sempre pensei em espacar.

O que me entristece é não poder estar lá fora...





Onde existe o mar,

Meu Senhor e Vassalo.

Que me faz viver na esperança

De quebrar este muro

Ser sua por um dia

E deixar-lhe a minha alma.
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