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Poesias-->Brasil Menino -- 30/06/2000 - 15:05 (Andréa Abdala) |
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Brasil Menino
O meu Brasil, ainda menino,
guarda muitas esperanças no olhar .
Ainda que ande cabisbaixo e sem estímulo,
confia no futuro dos que estão por chegar.
Este coração por vezes guerreiro
e em outras revoltado e impotente,
sente transpirar dos poros um suor diferente,
salgado e irreverente,
formado pelo desejoso vingar.
Chegar a gente crescida com raça e valentia,
sair pelas ruas aclamando e lutando pela vida,
sabendo nela estar.
O meu Brasil pequeno não nega as velhas raízes,
sabe que delas vieram riquezas, natureza,
o berço de madeira, o estilingue.
Batendo forte o peito e sempre em marcha reta,
podem bloquear suas posses,
mas não lhe retirarão veias e marcas
que o fazem querer sangrar.
Este vermelho e misturado sangue,
jorrando em doação a cada canto da terra,
desta pátria, deste ninho,
entre céus, mar e ar.
De mãos dadas a Mãe Gentil
Este meu destemido menino Brasil,
almeja viver
... e viverá!.
©Andréa Abdala
21/04/00
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