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Poesias-->Duas notas -- 07/12/2002 - 20:39 (Antonio Carlos Garcia Pezente) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos


Duas notas



Longa... reta... fina

surge o canto de Regina.

Na curva oculta do tecido

um nó deixa a montanha.

Do canto, uma nota estranha.

Da curva, o grito adormecido.



E eu, o que possuo das duas?

O nó não é meu ( surgiu nas ruas

de barro molhado, na moita de mato )

E a Regina, de quem será?

O canto que canta terá

o sentido e o sabor do tato?



Eu serei o patrão aborrecido

que corta o tecido

escondendo o nó?

Eu serei a desculpa

para cobrir a culpa

de viver tão só?



Pezente.

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