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Poesias-->CANTO PROFANO -- 09/12/2002 - 12:05 (Wellington Macêdo) |
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Lancinante garra de perfil adunco,
Macerando o verbo com furor insano,
No estertor da morte de apodrecido junco,
Derradeiros gestos de um existir profano.
Sofrimento algoz num peito ferido,
Persistência oculta, reverberando alento,
Vozes distantes num entoar perdido,
Pequenez insólita, alma em tormento.
Dubiedade aflita, máscara humana,
Enevoando a face de palidez mordaz,
A perlustrar caminhos de aridez tirana,
Maltratando o corpo, sentindo-se incapaz.
Oh maculado pajem sem lauréis ganhados,
Enrijecendo formas num esculpir febril,
Eleva a prece em sonhos forçados,
Redime a dor de uma existência vil. |
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