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Poesias-->A GEOMETRIA DOS SERES -- 14/01/2003 - 20:33 (Luísa Ribeiro Pontes) |
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A GEOMETRIA DOS SERES 14:12 Hoje
Há um espaço projectivo
de delicado equilíbrio na geometria dos seres.
É como um perspícuo índício de
que nada existe, que não seja congenial,
em linha perpendicular à natureza.
Não proponho quadrantes de obscura luz,
na ponderação do que sobrará da vida.
Trago uma nova requietude, de energia residual
e expansiva. A dormência não ganha equilíbrio em
equiláteras formas, como não se habitam escombros
num nevoal.
A rectibilidade que gravita no espaço que é da lua
(pão-ázimo ocasional) descobre-nos o filtrar
das manhãs claras em linhas que divergem,
simples, para o tempo original.
E eu sou reóstato que equilibra o obverso alento
dos equilibristas do tempo errático,
habitantes equidistantes do centro da terra.
Respiro em ânforas a altitude dos rochedos,
onde o réprobo vento se recolhe...
E nada que eu diga ou faça ou escreva
apascenta a doce visão dos quadrantes
de equilíbrio instável, alcantilados
em palavras extremas, à beira de um
precipício qualquer.
Se a noite vier como ilha que rompe enfim
o ventre úbere do mar, eu serei atlante eterna
e sem cânticos cósmicos cantarei apenas
a nova requietude da instável geometria dos seres.
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