Usina de Letras
Usina de Letras
30 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 63086 )
Cartas ( 21348)
Contos (13299)
Cordel (10354)
Crônicas (22575)
Discursos (3247)
Ensaios - (10629)
Erótico (13586)
Frases (51528)
Humor (20163)
Infantil (5580)
Infanto Juvenil (4924)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1386)
Poesias (141235)
Redação (3356)
Roteiro de Filme ou Novela (1065)
Teses / Monologos (2441)
Textos Jurídicos (1965)
Textos Religiosos/Sermões (6341)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Poesias-->Devaneios -- 04/02/2003 - 09:50 (Arthur Nogueira Lazaro) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Hipotéticamente eu ia dormir essa noite

Mas esse calor infernal não deixava fechar os olhos

De um lado a parede branca, de outro o céu escuro

Duas semanas nessa angustia que não acaba

Levatar e ir até a cozinha, o café no fogo

E o cigarro na aceso, fumaça jogada ao ar

A cada tragada um gole do caldo preto

E a sensação de queimação do estômago

Uma hora da manhã, e nada de sono

No cinzeiro já perdi a conta de quantos cigarros

O bule de café está vazio e a garrafa de conhaque também

Ligo o computador e tento rascunhar alguma coisa

Mas as únicas coisas que saem são lamúrias

Tento entender esse meu vazio e nada sai

Apesar de quase tudo ser um grande mistério

No final são só despedidas, a cabeça doe

Mas não incomoda tanto como a dor da alma

De repente você acaba se vendo em volta de sombras

De um tempo em que as coisas eram simples e legais

Mas nada retorna e tudo é esquecido como sempre

Desligo o micro e sento no sofá, mais um cigarro

Olhar para o céu é ver você e todo o resto

Meus delirios aumentam e nem mais sei quem sou

Queria estar sozinho em todos os dias de calor

Mas no frio sua companhia era necessário

Estou cego no meio do escuro e nem sei onde ir

Teste de resitência e paciência nunca foram meu forte

Chegar e te dizer tudo o que sinto é impossível

Nunca fui corajoso o bastante para tal

Mas essa vontade de explodir e sair voando

Com você pelas nuvens e depois sorrir

É a tentação do paraiso dessa vida mortal

Sei que as vezes não gosta desse meu jeito

Fechado de ser e de estar, poucas palavras

Mas eu tento mudar por você, doce desejo

São três e meia da manhã e ainda estou no sofá

Faço planos e tento ver o futuro na minha cabeça

De como seria bom poder te pegar nos braços

E dançar, cantar, ouvir a música

O som, o cd já acabou faz duas horas

E ainda imagino as possibilidades

Quem faz a música agora sou eu

Em versos pobres e ridículos pra cantar

Aos quatro cantos o quanto gosto de você

Minha amiga mais empolgante e animadora

Mas esse amor louco que sinto está guardado

Comigo e comigo ficará para todo o sempre.

Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui