Cá estava eu, olhando para o tempo, saboreando o frio que vinha de longe, calmo, fechado, admirando o horizonte do lindo cerrado gelado,
sentindo o gosto alcólico deturpar o pensamento, atrapalhar as lembranças, distorcendo a voz, acalentando este pobre momento.
Qual companhia melhor que um bom toque de um Fundador, ou a rigidez seca de um Napoleon? Enfim, enebriado no horror de uma noite fria a espera de alguém que não vem, que não liga, que nem sequer existe.
O que fazer agora que a noite acabou, o Domecq quebrou, a cabeça ainda doi, a tristeza corroi e o dia insiste em esclarecer que você, mas uma vez, a espera talvez de alguém que não se fez e não se viu e, por fim, nas madrugadas olhou para o mesmo horizonte senil e sentil que a noite passada, na madrugada acordada, não passou de um imbecil a espera da futura e inexistente amada.
Salve os ébrios e loucos, pois o futuro da fuga realista depende de todos nós.