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Poesias-->A Dor -- 23/02/2003 - 02:18 (zena maciel) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Nada que mancha a alma reluz à luz do dia

Na calada da noite

Nos encontros noturnos das corujas

Na dança dos morcegos peçonhentos

Surge a dor!

Friamente calada !

Intrinsecamente abafada dentro de um coração

em chamas

A espada rasga o peito e não toca na dor

Abre a alma e não encontra o ser

Na escuridão da noite

Na ausência das estrelas

Atrás das cortinas da lua

Na inércia noturna das horas

ela vaga à procura de um acalanto

No mundo apático dos sentimentos nada encontra

Sorrateiramente ela rompe seu casulo abrasador

e volta a sangrar o peito como eterna

companheira das infinitas horas de solidão.







Zena



23/02/2003
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