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Poesias-->RECUO -- 23/02/2003 - 23:55 (JOSE GERALDO MOREIRA) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
RECUO



A mão que ofertei, humilde

e tao elegantemente recusastes

nao se recolhia.

Continuava estendida através de mim

em dádiva completa, e triste

ofertando o resto, que pouco vale.



Nao era mão que odiasse:

-Mão peremptória: adeus!

e fosse estender-se a outrem.

Era mão sem nojo dentro,

sem aspera na palma.

Apenas u a mão, simples

e complicado.



Por fim, os músculos enrijeceram.

O instinto, para evitar agonia,

mandou que ela se guardasse.

-Orgulho e vergonha não mais existiam

naquela mão que se ofertava.

Ela se escondeu.



Após tanto tempo dormente

Após tanto escorraçar Deus



percebo nos dedos um movimento

um exercitar de longa espera



E pressinto que a outra mão

minha mão se move

com o mesmo dom

de pura oferta

Eu não recuso

mas o medo

transforma

gesto em

objeto.

E Pára.

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