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Poesias-->A Atuação do Invisível no Visível -- 12/03/2003 - 20:35 (Andréa Paiva Rio) |
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A Atuação do Invisível no Visível
(da inspiração a criação)
O ser indigita a fonte inconhecível.;
O existir nos leva pelos canais conhecíveis,
Misterioso é o fundo da sua unidade!
Transcendência incognocível da profunda taciturnidade,
Jamais desgastáveis, e como uma vacuidade...
Origem de todas plenitudes d´um mundo admirável,
Desafia as inteligências aguçadas, desfaz as coisas emaranhadas.
O prisma multicolor das contingências
Unifica todas as diversidades,
Projeção da luz dúbia inumerável
Sempre classificando sua visão e purificando a sua vida.;
Segue a sua vereda, o seu valor metafísico,
Todas as coisas manifestas, são apenas retas
Que apontam para o invisível.
Quem quer ver, ouvir ou tanger a inspiração
Não a verá, é invisível.; nem a ouvirá, é inaldível.;
Não a tangerá porque ela não tem forma,
Nenhum caminho parcial conduz à meta total,
A imaginação permeia o universo sem fim,
Gira pelo todo como se não fosse nada, é uma forma sem forma.
Todos os visíveis nascem do invisível, berço de todos os possíveis.
A inspiração, fonte eternamente borbulhante, invade a sua limitação
Eterna, enquanto consciente, transpassa a vida,
Supera a morte...Desperta em si a força criadora.;
Realiza sua íntima essência, nela permanece intocável,
Criando, silenciosamente, música ou um quadro incolor:
Não basta ouvir para compreender.; nem ver para enxergar...
Tem-se que saber auscutá-la para assim ultrapassá-la!
Vai-se a origem, retorna-se e volta.
Tudo se realiza, brilha como pedra preciosa,
Mas, embora a imaginação não seja cognocível, nem nominável,
Ela é que tudo realiza. A imaginação é única e se revela dualista:
Como causa e efeito.; Uno e Verso.; ser e existir,
E dessa bipolaridade complementar nascem todas pluralidades,
Assim como da luz incolor nascem as cores infinitas.
A trindade do prisma revela, em singularidade,
Atravéz da triplicidade, a unidade da luz única:
Sete cores das infinitas que a luz tranparente produz.
De dentro vem o que de fora se revela
É inesgotável - por mais que se esgote,
É a apoteose de WU-WEI - o fazer pelo não fazer -
Uma poderosa atitude sem atos.
Não é o objeto de análise, mas da profunda inspiração
A criatividade vive na essência, não se prende a nada,
Atua por fora sem agir por dentro, em laços com a imaginação,
Agride a vicissitude dos objetos que a massa ignara ignora.
Potências sinistras e inanes, coibidas, metamorfoseadas em obras,
É o silêncio criador que cresce e exorbita dos seus limites
Eclodindo em velhas formas novas visíveis de interior invisível!
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