Usina de Letras
Usina de Letras
23 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 63086 )
Cartas ( 21348)
Contos (13299)
Cordel (10354)
Crônicas (22575)
Discursos (3247)
Ensaios - (10629)
Erótico (13586)
Frases (51524)
Humor (20163)
Infantil (5580)
Infanto Juvenil (4924)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1386)
Poesias (141234)
Redação (3356)
Roteiro de Filme ou Novela (1065)
Teses / Monologos (2441)
Textos Jurídicos (1965)
Textos Religiosos/Sermões (6341)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Poesias-->A Caminho -- 06/04/2003 - 20:58 (Jacques Bortolini) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
De onde vieram

esses devaneios,

constante mal-estar,

essa dor que não dói,

a tristeza implícita?



Os segundos caem,

depositam-se sobre a pele,

nutrem chagas,

desaparecem.

Os dias, as horas,

reforçam seus rabiscos.



Mundo à meia luz,

que não me chama a dançar.

Sons desbotados,

cores abafadas,

a nostalgia sóbria.

O desespero não é certeza,

mas demora.



Interpreto,

indiferente à platéia,

maquilado,

disfarço a voz.

Castrei-me o medo.

(Idiotice.)

Somente

não o tenho à mostra.



No espelho,

cruelmente plano,

anguloso, vincado,

cresce um borrão.

Escorrego

à velocidade constante,

mas paro, de quando em vez,

ao olhar os outros, ao meu lado,

escorregando, também, sem perceber.



Ávida, sanguinária, implacável, certeira,

esteja lá, manto negro e foice, para me guiar, amiga.

Não permita que eu desapareça, junto com teus adjetivos,

numa gota de escuridão muda.

Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui