LEGENDAS |
(
* )-
Texto com Registro de Direito Autoral ) |
(
! )-
Texto com Comentários |
| |
|
Poesias-->A Caminho -- 06/04/2003 - 20:58 (Jacques Bortolini) |
|
|
| |
De onde vieram
esses devaneios,
constante mal-estar,
essa dor que não dói,
a tristeza implícita?
Os segundos caem,
depositam-se sobre a pele,
nutrem chagas,
desaparecem.
Os dias, as horas,
reforçam seus rabiscos.
Mundo à meia luz,
que não me chama a dançar.
Sons desbotados,
cores abafadas,
a nostalgia sóbria.
O desespero não é certeza,
mas demora.
Interpreto,
indiferente à platéia,
maquilado,
disfarço a voz.
Castrei-me o medo.
(Idiotice.)
Somente
não o tenho à mostra.
No espelho,
cruelmente plano,
anguloso, vincado,
cresce um borrão.
Escorrego
à velocidade constante,
mas paro, de quando em vez,
ao olhar os outros, ao meu lado,
escorregando, também, sem perceber.
Ávida, sanguinária, implacável, certeira,
esteja lá, manto negro e foice, para me guiar, amiga.
Não permita que eu desapareça, junto com teus adjetivos,
numa gota de escuridão muda.
|
|