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Poesias-->Estátua de sal no oceano -- 08/04/2003 - 16:40 (Maria Abília de Andrade Pacheco) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Teus olhos vítreos

navalham o fio de luz

que te quer cego.

Traças teu rastro,

caminho de maresia,

peixe-morto que és,

espantando

ou, pelo menos, retardando,

os apelos de quem

te quer prisioneiro

com direito a suíte com ar-condicionado.

Te vestes de azul

para dançar com os beija-flores

e acabas tropeçando num passo novo

displicente

quase perigoso.

És um daqueles

que trazem nós nos cabelos

trançados com fiapos de esperanças

- ainda que remotas.

Pairas raso e rasteiro

por sobre porteiras

cercaduras

estradas de poeira

folhas decepadas dos talos.

Te impedes

te calas

na boca da catraca.

Te bloqueias,

esperneias,

e lá se vão os devaneios

absolutamente indispensáveis.

Rompes,

destrinchas

acasos milagres.

Não falas – és mudo?

Pretendes

e sonhas

ser retrato.

Solitária tentativa de preencher vazios.
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