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Poesias-->Morte Silenciosa das Buscas -- 13/06/2003 - 23:41 (zena maciel) |
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Eu já não procuro mais a azul felicidade
A paz de espírito ja me basta !
Juntei todas as sobras do passado
e as joguei ao vento
Tomem a direção que quiserem
Não vou mais correr atrás
das fugazes borboletas
Eis aqui meu ombro
Pousem quando quiserem e se quiserem
Façam sua morada onde sentirem alegria
As buscas impossíveis morreram
silenciosamente dentro de mim
Eu quero a terra firme sob os meus pés
Deixei o céu livre só para os pássaros
Não sonho mais com o inatingível
Quero viver simplesmente o agora
Miro o exemplo dos rios
Seguem sempre seu percurso naturalmente
Mais dias menos dias abraçarão o mar
Me espelho na beleza de todas as estações
Cada uma tem seu encanto e
seu tempo certo de brilhar
Por que analtecer só a primavera?
Por acaso as belas flores também não morrerão?
Assim é o percurso da vida
O importante é saber acaitar
cada uma de suas faces
Tudo tem seu tempo
O sol brilha durante o dia
A lua encanta a noite,
os poetas e enamorados
Nada é definitivo
Tudo passa
Ficam as cicatrizes como
uma marca registrada da dor
Mais um dia também elas se fecham,
saram ou até mudam de lugar
Não somos arquitetos do nosso tempo
Nada nos pertence
Um anjo sorrateiramente cochichou
ao meu ouvido e tirou a venda dos meus olhos
Enxugou carinhosamente as lágrimas
do meu encharcado coração
Limpou minha alma sombria
Abriu o leque fechado da vida
Cansei de viver rodeada de angústias descabíveis
O hoje já me basta !
Amanhã será outro dia!
Quero reconquistar meu mundo real
Soltei as fantasias em forma de poemas
Mansamente aceitei os ocasos da alma
e com um sorriso aberto espero
um novo alvorecer,pronto para construir
meu doce abrigo de buscas possíveis.
Quem sabe até casualmente encontrar a
felicidade em uma simples
viagem ao meio do nada,
Zena Maciel
13/06/2003 |
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